domingo, 7 de fevereiro de 2021
Cidade Invisível: o folclore brasileiro nas telinhas
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
How to get away with murder: como manipular as pessoas ao seu redor
How to Get Away with Murder é uma série que teve 6 temporadas incríveis e foi capaz de fazer milhares de telespectadores torcerem para que todos os crimes não fossem descobertos e punidos no final. Annalise Keating, a brilhante e enigmática professora de Direito Criminal, é uma mestre em manipular e controlar o ambiente ao seu redor — seja por sua inteligência afiada, sua presença imponente ou sua capacidade de envolver todos em sua teia de segredos.
Annalise, interpretada de forma magistral por Viola Davis, não é uma personagem qualquer. Desde o início da série, ela se destaca não apenas por seu conhecimento jurídico, mas também por sua habilidade de escolher a dedo uma equipe de estagiários — aleatoriamente ou não. Esses jovens, cada um com suas ambições, inseguranças e segredos próprios, acabam se tornando peças-chave em seu jogo complexo de poder, manipulação e, claro, assassinatos.
Ao longo da série, fica claro que Annalise não apenas escolhe essas pessoas por suas capacidades acadêmicas, mas também por suas fraquezas e traumas. Ela sabe exatamente como explorar as vulnerabilidades de cada um de seus alunos para mantê-los por perto e leais, mesmo quando as situações saem do controle. Isso, para mim, foi uma das coisas mais fascinantes sobre a série. A forma como a manipulação não é feita apenas de forma direta, mas por meio de relações emocionais, criando dependência e um senso de dívida moral.
Outro aspecto fascinante da série é o fato de que, apesar de Annalise ser uma manipuladora nata, muitas vezes vemos que ela também está sendo manipulada. Isso traz uma camada de complexidade à narrativa, mostrando que, por mais poderosa e controladora que ela seja, há momentos em que o jogo vira contra ela. Seus inimigos são tão espertos quanto, e o público é constantemente lembrado de que, em um mundo cheio de intrigas, confiança é algo extremamente raro e volátil.
A série também faz um excelente trabalho ao explorar o impacto psicológico que viver nesse ambiente tóxico e cheio de segredos tem nos personagens. Eles começam a questionar suas próprias moralidades, limites e até mesmo suas sanidades. Em muitos momentos, você se pergunta: será que a Annalise se importa genuinamente com essas pessoas, ou ela as vê apenas como ferramentas para seus próprios fins? E essa ambiguidade é o que torna How to Get Away with Murder tão envolvente.
Os flashbacks e flashforwards, uma técnica narrativa usada exaustivamente na série, também intensificam essa sensação de manipulação. O espectador nunca sabe ao certo quem está falando a verdade, quem está encobrindo algo ou quem será o próximo a ser puxado para o abismo das consequências dos crimes. Tudo isso cria uma atmosfera de tensão constante, onde cada episódio termina com uma reviravolta chocante.
Ao longo das temporadas, o que inicialmente parecia ser apenas mais uma série de crimes se transforma em algo muito mais profundo e sombrio. A manipulação deixa de ser apenas um jogo de poder e passa a se tornar uma questão de sobrevivência. Annalise, os alunos e até mesmo os personagens coadjuvantes estão em uma luta constante para manter suas máscaras no lugar, enquanto o caos se desenrola ao redor deles.
No fim, How to Get Away with Murder nos faz questionar nossos próprios conceitos de certo e errado. Afinal, por que nos sentimos tão atraídos por personagens moralmente ambíguos como Annalise? Talvez porque, em um mundo tão controlado por regras e normas sociais, é fascinante ver alguém desafiar tudo isso e, de certa forma, "escapar".
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
Mulan (2020)
Que todos nós amamos a guerreira chinesa dos filmes da Disney não é segredo pra ninguém, né?
O grande segredo está em descobrirmos o quanto um filme Live Action dessa guerreira incrível se faz necessário.
Em um mundo onde as mulheres têm ganhado mais força e visibilidade, nada mais justo do que representá-las em filmes de forma que elas sejam de fato retratadas como heroínas e donas de si mesmas, assim como de seu destino e suas vontades. Difícil ver isso, né? Engraçado que todas as heroínas possíveis tem sua motivação ligada ao amor e a vontade de ser notada por um homem quando na verdade o estímulo maior deveria ser satisfação pessoal.
E é isso que a Disney veio nos trazer neste longa incrível: a força e a beleza da mulher que vai atrás de seus sonhos e objetivos, sem se importar com o que dirão dela, ou o que farão a ela se a acharem desnecessária ou se a rotularem como 'a que não é boa o suficiente' para tal tarefa, no caso de Mulan: a guerra.
A animação de 1998 representou a Mulan que precisávamos naquela época e, apesar das sátiras que deixaram o povo chinês bem descontente, foi capaz de trazer representatividade a milhares de 'garotinhas com os olhos puxados' que nunca tinham se visto ali, como princesa da Disney. Existe coisa mais linda que isso? Eu diria que para aquele momento não, afinal, a introdução de uma cultura diferente da americana de forma tão abrangente como em um desenho infantil já foi um marco gigantesco e notável.quarta-feira, 2 de setembro de 2020
O ódio que você semeia
Filme de 2018 muito necessário e importante para trazer à tona vários dos problemas que ainda temos de racismo no mundo.
Starr Carter é uma adolescente negra que presencia seu melhor amigo ser assassinado por um policial branco. E como se não fosse suficiente, é a única testemunha ocular do caso, ou seja: terá que se lembrar disso por algum tempo e tentar fazer com que a história seja vista como é.
O problema é que os policiais têm padrões e procedimentos diferentes de acordo com as pessoas que abordam, os lugares em que estas pessoas estão e as circunstâncias que envolvem o caso. E adivinhem só: o branco e o negro têm tratamento diferente de acordo com o treinamento desde que entram para a Polícia. Geralmente, o ladrão, o sequestrador, o estuprador, o assassino são o negro. Esse é o padrão que se repete e que coloca um alvo nas costas de qualquer que seja o negro independente de suas ações ou do lugar que estejam.
Starr já viu uma amiga ser assassinada antes e, por este motivo, a mãe decide que ela e os irmãos frequentarão uma escola particular longe de onde moram por questão de segurança, porque mesmo conhecendo todos os moradores da vizinhança e tendo uma escola por ali ela não sente que estão seguros. É triste termos que fugir do entorno da nossa casa por não ter como prever quando a Polícia vai chegar atirando em todo mundo ou quando vai rolar uma guerra de gangues em plena luz do dia muitas das vezes dentro da escola - onde deveria ser um local seguro -, ou ainda quando uma pessoa decide matar outra sem nem se importar quem está por perto e às vezes sem nem ter motivo, né?
E é assim que ela e seus irmãos começam a ter uma vida dupla, fingindo ser quem não são para adaptarem-se aos colegas ricos e que eles nunca viram antes, ao invés de cultivar as amizades que têm desde que nasceram. O choque entre as personagens criadas para viver dentro de casa e na escola com certeza já estava previsto, mas sempre foi adiado para agradar os dois lados e assim seguir equilibrando a vida dupla que levavam.
Por que é que as pessoas precisam fingir que são algo para que as outras gostem delas? Quando foi que deixamos de levar em conta a essência de cada um para dar espaço simplesmente ao que eles têm a oferecer de alguma forma? Por que o lugar de onde viemos diz tanto sobre nós? E se diz, por que não pode ser com a nossa própria voz ao invés de pré-julgamentos? Tenho certeza que essas perguntas se passarão na cabeça de Starr diversas vezes até ela entender como é, de fato, viver em uma sociedade racista e machista que diminui o outro para sentir-se melhor consigo mesmo; que desmerece o outro por sua aparência sem nem dar chance de conhecer sua existência, suas lutas, seus desejos... Seria tão difícil assim ver as pessoas como iguais e tratá-las bem? Quando foi que a humanidade do ser humano se perdeu?
O ódio que você semeia, em inglês The Hate U Give Little Infants Fuck Everybody, a sigla T.H.U.G L.I.F.E. que significa: o ódio que você semeia às criançasquarta-feira, 15 de julho de 2020
O sol de Riccione
Não sei vocês, mas por aqui temos consumido um montão de filmes estrangeiros: franceses, italianos, alemães, espanhóis, árabes, romenos... e a lista de nacionalidades não para de crescer! 😅
Provavelmente por causa da pandemia, acabamos diversificando os conteúdos, e a Netflix, Amazon e outros serviços de streaming têm nos proporcionado essa grande variedade. Um ótimo exemplo dessa onda de produções estrangeiras que caiu no gosto do público é O Sol de Riccione, um filme italiano que foi lançado recentemente e que, com seu clima leve e descontraído, conquistou muitos corações.
A trama do filme é ambientada na ensolarada e charmosa cidade de Riccione, na Itália, um destino turístico famoso pelas praias e pelo verão vibrante. O filme segue um grupo de jovens que se conhecem durante as férias de verão e enfrentam aqueles clássicos dilemas juvenis: amores, amizades, inseguranças e o desejo de viver intensamente.
O roteiro não é necessariamente inovador, mas traz aquele frescor e aquela leveza que todos adoramos encontrar em um filme de verão. Sabe aquela sensação de nostalgia das férias com amigos, dias ensolarados e uma trilha sonora que embala o romance e a diversão? Pois é, O Sol de Riccione captura isso com perfeição.
Uma das coisas que mais gostei no filme foi o charme dos personagens. Embora as histórias individuais sigam clichês que já vimos em outras produções, há uma autenticidade nas relações e interações que tornam tudo mais envolvente. Cada personagem lida com suas próprias questões pessoais — desde o medo de se apaixonar até a busca por aceitação — e, juntos, eles formam um grupo que faz você se lembrar das amizades de adolescência, onde cada verão parecia uma aventura inesquecível.
Além disso, a beleza da costa italiana é quase um personagem à parte no filme. A cinematografia faz um excelente trabalho ao capturar as paisagens de Riccione, com suas praias ensolaradas e o mar de águas cristalinas, criando uma atmosfera convidativa e relaxante. Para quem, como eu, ficou trancado em casa durante a pandemia, assistir O Sol de Riccione é quase como uma pequena fuga para um verão dos sonhos, cheio de calor e diversão.
Mas nem tudo é só diversão despreocupada. O filme também toca em temas mais profundos, como o amadurecimento e a importância de enfrentar os medos e desafios que surgem ao longo da vida. Isso dá ao filme um toque emocional que o diferencia de outros típicos filmes de verão. É leve e descontraído, mas com algumas lições importantes sobre amizade, amor e autoaceitação.
Se você está procurando algo fácil de assistir, com belas paisagens, personagens cativantes e aquela vibe gostosa de verão, O Sol de Riccione é uma ótima escolha. Não é o tipo de filme que vai te deixar refletindo profundamente sobre a vida, mas às vezes é exatamente isso que precisamos: uma pausa para relaxar, rir um pouco e, por que não, sonhar com dias ensolarados à beira-mar.
domingo, 12 de julho de 2020
quinta-feira, 14 de maio de 2020
Hellboy (2004)
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